terça-feira, 4 de junho de 2013

E quando me dizes que vais estar do meu lado eu espero que abdiques de tudo para me colocares um simples sorriso, espero que sejas a pessoa que largaria o mundo para me limpares as lágrimas… Mas afinal em que planeta anda a minha cabeça a única pessoa que o faria por mim nem sequer pode estar presente.

Estou cansada de tantas palavras bonitas de tantos contos de fadas e de muito poucas demonstrações. O meu avô sempre me ensinou que quando gostamos de alguém por muito pequeno que esse sentimento seja, nesse momento estendemos a mão e não importa o que deixamos para trás por amor ao próximo. E sempre tentei seguir os exemplos que me deu, tudo isto porque via nele a melhor pessoa de todo o mundo, e tenho a certeza que como ele não irá existir mais ninguém na minha vida.

Mas infelizmente este é um planeta tão grande e mesmo assim tão pequeno para pessoas como ele que são cada vez menos. Nunca mais ninguém fará por mim o que ele fez, largar tudo e todos apenas para me fazer sorrir, largar horas em troca de segundos. Foi certamente a pessoa que mais me amou neste mundo, que soube amar-me na plenitude da minha imperfeição. E só eu sei como lamento que esse amor não se reviva todos os dias.

Ele disse-me que iria encontrar alguém capaz de fazer tudo o que ele faria por mim, mas no meio das palavras bonitas vou fingindo que acredito, as pessoas são egoístas demais para estarem ao nosso lado quando mais precisamos.

Porque é que tinhas que partir? Logo eu que tenho uma dependência desse teu amor, um vício desse teu colo. Oh avô já ninguém vai estar debaixo de uma cama a chorar comigo por muitas dores de costas que tenha. Já ninguém faz um sacrifício por um sorriso.

Tenho um mundo devastado de pobreza em meu redor, pobreza de amor e de afecto.


Que saudades

sábado, 25 de maio de 2013

Tenho tentado lembrar-me de tudo o que me dizias, mas agora não consigo. Sempre me disseste que um dia isso poderia acontecer, porque também eu iria mudar, também a minha vida iria transformar-se em algo que inicialmente não idealizei. Mas a verdade é que eu não sinto medo das mudanças, sinto medo de não estares ali para me agarrares.
Está cada vez mais difícil sem ti. Quem me dera conseguir-te trazer-te de novo para perto de mim. Tenho saudades tuas avô.

domingo, 31 de março de 2013

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para a destruir, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais ... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar." 

William Shakespeare


sexta-feira, 29 de março de 2013

   Ultimamente só me lembro que este cantinho, que criei já à três anos, existe quando sinto saudades de pessoas que hoje de uma forma ou de outra já não pertencem ou já não estão presentes na minha vida. Todos nós temos saudades de algum tempo que passou, de quem hoje não está por perto, e eu não sou muito diferente. Já nem sei escrever, costumava ter algum controlo no que escrevia, e soava-me sempre tão bem cada palavra, parece que perdi o jeito, perdi a capacidade de transpor aqui as minhas emoções. 
Parece-me que perdi muitas coisas neste tempo que passou. 
   Começo a mentalizar-me que vamos sempre ter de perder alguma coisa pelo caminho, e que um pouco de nós fica também para trás. Não quero voltar atrás para recuperar, apenas porque não quero voltar a sentir aquela dor, mas continuar significa também deixar espaços vazios. 
Tudo mudou de um momento para o outro, sem que eu pudesse sequer parar esta correria do tempo, não tive qualquer reacção sobre nada, escapou-me tudo por entre os dedos. Muitas verdades, muitas mentiras, muitas coisas que hoje já não sei se não preferia que tivessem ficado fechadas numa caixa no sitio mais distante do meu coração. 
   Nada é o que parecia, ninguém é quem dizia ser, nada é tão real assim, e as vezes gostava de ter continua a acreditar numa patética mentira. Já não consigo enumerar para mim mesma uma razão pela qual ainda valha a pena, acreditar nestes seres humanos todos tão cheios de si. E a pessoa que melhor me entendia nem sequer me pode agarrar, nem sequer pode falar comigo. Foi uma reviravolta sem sequer que eu tivesse algum tempo de assimilar cada acontecimento. Querido tempo abranda, e dá-me umas tréguas. 


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Escrevo-te sempre desfeita em lágrimas, porque tu és e sempre serás a pessoa que sei que irá sempre compriender-me, que mesmo quando eu fico desfeita em nada tu vinhas e juntos contruiamos de novo. Como eu tenho saudades tuas.
Só quero sentir uma vez mais o te abraço forte, preciso que me agarres na mão e continues ao meu lado, seja qual for a tua forma agora. Mas nunca nunca me abandones.
Nem com toda esta minha forma tão desiquilibrada e tão errante, fica sempre comigo. Faz por favor com que toda esta dor desapareça, apaga todas as memórias que a carregam. E simplesmente fica.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Tenho imensas saudades de Dançar, dançar e dançar...
  Foi um grande pilar na minha vida, aprendi a focar em ti todas as minhas frustações, todas as minhas tristezas mas também todas as minhas alegrias, vitórias e sonhos. Foste um sonho tornado realidade, e não tenho em mim qualquer arrependimento dos sacrificios feitos, de uma forma ou de outra todos eles valeram a pena. Nunca dancei por uma medalha, ou um troféu, não que por vezes não os recebesse, mas sempre dancei por paixão.
  Foi contigo que partilhei em movimentos quase 15 anos da minha vida, foste estando sempre presente de uma forma ou de outra. E pouco me importei de terminar os meus dias com os pés em sangue, e mesmo antes de dormir ter de arranjar novamente as sapatilhas. Tive sempre vontade de entrar num estudio de dança e por lá passei muitas horas dos meus dias. Fui extremamete Feliz enquanto dancei, e hoje tenho imensas saudades. Acho que nunca poderei deixar de dançar, ainda que não tão frequentemente, e poderá soar drástico, mas sem dançar irei morrer.
  Preciso disto não só para ser Feliz, mas quando estas palavras que aqui hoje escrevo me falham, e não quero procurar ninguém, expresso-me com o corpo, com a música, e espero poder faze-lo por muito mais tempo da minha vida.

Voltas a ser o meu refugio uma vez mais.
   Quando tudo à minha volta começa a parecer-me desfocado demais, tu vens focar-me uma realidade que pode apenas existir aos meus olhos mas pelos momentos em que estamos juntas, eu choro, sorrio, mas principalmete visualizo. Não precisamos de palavras para nos entendermos, porque afinal não passas de uma máquina fotográfica, mas consegues sempe reconfortar-me quando mais preciso.
   Curas-me a tristeza com os pequenos detalhes que captamos as duas, mostras-me vezes sem contas que existe sempre algo melhor por descobrir.
   Viajamos juntas, para os mais diversos sitios,conheces até melhor que eu, cada lugar onde costumo ficar horas a fio, e respeitas sempre o meu silêncio.
Não fazes com que os problemas desapareçam, nem tão ponco eliminas as minhas dores, mas ficas sempre e fazes-me esquecer que existem ainda que essa seja apenas uma realidade que dure algumas horas.


   Com o tempo podemos aprender muito. Boas ou más situações ajudam-nos sempre a crescer e preparam-nos para o futuro.
   Em tempos pensei em comprar uma escada e instala-la no telhado, visto que sou uma pessoa sonhadora, depois escolheria uma nuvem e nela desenvolveria todos os meus sonhos. Hoje em dia vivo numa realidade diferente, onde tive de aprender por mim mesma que nem sempre o que mais gostamos acontece, que nem sempre quem gostamos está connosco, que um conhecido pode estar mais presente do que um amigo para nós, que as pessoas não mudam e que o que tem de ser será.    Aprendi que vou sempre cometer os mesmos erros, e até coisas que prometo a mim mesma não fazer. 
  Vou cair , magoar-me , mas que sempre me vou levantar. Sei que por muito que gostasse que certas coisas acontecessem elas nem sempre acontecem ou irão acontecer. Mas é assim mesmo, vivermos na incerteza e rodeados de sonhos. O Futuro pode ser incerto, mas há muita coisa que aprendi e que me preparou para quando ele chegar. Não há nada que me arrependa, bem ou mal as situações são sempre lições de vida que não devem ser repetidas.
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

“Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que não dá para aguentar, mas aguenta-se. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um buraco nas costas e sair do corpo porque dentro de nós, neste momento, não é um bom lugar para se estar.”