Intacto
Conservo-te docemente cristalizado em mel e aguardente, num pote de vidro na minha mesa de cabeceira. tudo porque, neste quarto, e a tua voz oca não sai das paredes e o teu latir de cão abandonado e perdido não pára de dançar pelos meus ouvidos surdos e inatos, mortos.
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