Pensei que já chegasse de arrependimentos, mas eu não consigo tirar-te dentro de mim. Não foste só o sentimento que hoje não sinto mais, não foste apenas os lábios que já não beijo, nem os braços que hoje já não me agarram. Eu sei que o tempo passou e hoje somos as folhas amarelas do álbum do passado, onde nunca mais ninguém tocou. Eu não preciso de provas de que nos existimos, porque eu sei que te senti, eu sei que te amei, até mesmo no dia em que o meu coração não bombeou mais sangue por ti, quis dar-te o benefício das dúvidas e acreditar que não voltarias a repetir. Mas eu não fui capaz de ficar a teu lado, a única coisa que eu tinha por ti eram as lágrimas que me fazias derramar por não te ter, por não conseguir estar contigo. Convenci-me de que seria mais fácil sem ti, até a tua ausência consumir cada pedaço da minha vida, ver-te em todos os lados e não passar da ilusão do meu coração o teu lugar agora era nos braços dela. Tu e eu passamos a ser tão passado, tão esquecidos, que hoje eu tenho saudades de te ter, de te recordar mais uma vez, sem te culpar, sem me culpar. É aquele sentimento que eu não consigo reconhecer, um uníssono perfeito?

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