quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Foram rápidas as palavras que apenas em minutos destruiram 18 anos de caminho, de vitórias , de sonhos que ainda acreditava que se iriam realizar, sim porque eu ainda sou uma bébé grande ou para ti deveria sê-lo. Eras o meu heroí desde sempre, e hoje não passas da pessoa que me coloca a chorar e que me destroí, e eu sei que da tua boca jamais irei ouvir um pedido de desculpas, eu pensei que como pai quererias partilhar as minhas alegrias e torná-las tuas também, sempre achei que tivesses tanto orgulho em mim como eu tinha em ti. Mas aparentemente até tu me mentes, até tu me magoas, é por tua causa que o teclado fica molhado pela longa noite que vais fazer com que chore com uma dor que não passa. Tu não podias de deixar de ser o meu heroí, logo agora que mais preciso de ti, não podias ter desfeito os meus sonhos, porque enquanto acreditasse neles eu certamente iria lutar por eles, e agora o que é suposto fazer quando nem isso nos resta? Nunca imaginei que o senhor da sábias palavras, dos momentos certos, do senhor que me levou á escola todos estes anos, que me ensinou a tabuada e a andar de bicleta, que me deu colo nas desilusões que a vida nos prega, fosse um dia ser o mesmo que faria com que 18 anos de existência subitamente perdessem o sentido. Acho que agora não tenho mais palavras que seja capaz de te dirigir.

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