Consome lentamente a restia de sanidade que ainda resiste. Aperta cada vez mais o coração para que sintamos uma dor, e um vazio mais vazio ainda. Faz-nos perder a noção do que é real e do que não é, consome o tempo até ao último segundo.
Por enquanto, e tanto quanto sei ainda não mata, mas esta perto disso muitas vezes. Em fracções de tempo tira-nos o ar como se pudessemos viver sem ele, como se o seu nome já não fosse suficiente para nos retirar horas de sono. Saudade é assim que todos lhe chamamos, aquela que vai aniquilando sorrisos para conseguir arranjar lugar para as lágrimas, que desesperadamente tento não derramar, porque ainda acredito que o amor vai sempre suster uma durabilidade, para a qual a saudade não tem armas para destruir. Por muito que não coma, não durma, que chore ou grite esses dias serão os seus dias de pequenas vitórias. As grandes vitórias são sim do amor, quando sem saber bem de onde, ostenta em si uma força carregada de sorrisos, sonhos e persistência. Parece-me uma bela forma de vencer.
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