sexta-feira, 21 de outubro de 2011

     É curioso como ainda se lembra de mim, do meu sorriso, recorda-se de todas as texturas e cheiros, sente-se em casa, embora não venha cá as vezes que devia vir. Transporta a alegria e inocência que todas as crianças têm. A sua mão continua a caber na minha e ainda me aperta o dedo como fez na primeira vez que o vi.
    Infelizmente são mais as vezes que não estou com ele do que aquelas em que estou. Mesmo assim tenho a certeza que o nosso sentimento não mudou em nada. Sinto-o como se fosse meu filho e por ele tenho a certeza que seria capaz de enfrentar o mundo inteiro. Nunca o irei deixar sozinho e eu sei que no fundo ele sabe isso por cada vez que corre para mim e me chama tia, e eu permaneça ali de abraços abertos para ele.

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