terça-feira, 6 de dezembro de 2011

    Venho aqui hoje escrever as marcas da tua ausência, venho pedir-te no fim da minha tolerância que estejas onde estiveres nunca me deixes. Acho que com a tua partida levaste também grande parte de mim, tenho saudades tuas todos os dias da minha vida. Foste a única pessoa a quem consegui atribuir o real significado de uma melhor amiga, não tenho nada a apontar-te senão o facto de me teres deixado aqui a viver os nossos sonhos sozinha. Doí por demais não te ter, saber que vou vivendo os nossos planos e tu não estás aqui para ficares eufórica como eu. Deixei de te escrever eu sei, deixei de o fazer porque acredito que já não precisasses de ler, tu sabes ler-me, sabes decifrar-me como poucos conseguem.
     Prometi-te que faria de tudo para ser Feliz, e ser a Patrícia, mas tu também me prometeste envelhecer ao meu lado, fazer longos passeios com os nossos netos e nada disso se vai cumprir. Até agora foste a maior perda que tive na minha vida. Tenho tantas saudades de te ouvir gritar comigo, e das nossas conversas sem sentido nenhum, de te ver entornar um balde de pipocas porque eras mesmo desastrada. Inês e agora quando precisar dos teus conselhos, dos teus abraços onde é que te vou encontrar? E agora o que vai ser de mim sem ti? Eu sei que era suposto o tempo ir curando, já lá vão 3 anos da tua ausência e eu ainda não me conformei com a tua perda. Doí cada pedacinho do meu coração por saber que nunca mais te vou ver, nunca vou superar as crueldades deste nosso mundo, tiraram-te de mim. Acabou-se esse teu olhar, esse teu sorriso, porque é que não lutaste pela tua vida porque é que não fizeste nada? Porquê?
   Preciso do teu miminho, preciso de ti, como sempre precisei, tinhas o dom de transformar tudo em algo com que nos conseguissemos rir, ensinaste-me a ser alguém melhor, e por mais que tente todos os dias eu não me conformo. Fazes tanta falta a este nosso mundo, a estas pessoas egoistas, fazes-me falta a mim. Hoje encontrei a tua carta, como é que eu não fui capaz de te ajudar, como é que não havia nada a fazer como Inês?
   Existem dores que não têm cura, eu sei disso, mas não precisavas ter deixado tudo, tu sabias tudo tão bem e estava tudo tão bem...
    Há dias em que tenho a sensação de ouvir a tua voz, de sentir o teu perfume, mas quando olho eu sei que não te vou encontrar em lugar nenhum. Eu por ti reviveria tudo todas as vezes que fossem necessárias, nunca pensei que tudo ficasse tão vazio, quero encontrar-te em todo o lado e que me digam que é mentira. A vida continuou sem ti, vamos alcançando vitórias e aguentando as derrotas, mas eu sinto-me tão sozinha sem ti, todos têm os melhores amigos para se divertirem, para os bons e maus momentos e eu não te tenho, creio que esta tenho sido das últimas cartas que conseguiste escrever, nesta tua letra tão feia, mas recordar-te é a minha maneira de não te dizer Adeus, o Adeus que nunca te consegui dar. Por muito que saiba que é impossivel ainda tento acreditar que um dia tudo isto não passará de um pesadelo, e que acabaremos as duas a rir ás gargalhadas.
  É sempre nestas alturas que desespero sem ti, ainda ninguém conseguiu responder-me ao porquê, ainda ninguém me explicou como. Eu não consigo, não sei se consigo continuar esta nossa caminhada, por isso imploro-te que estejas onde estiveres nunca me deixes. Até lá prometo viver por mim e por ti, vou realizar todos os nossos sonhos e vão ser todos para ti. Vou homenagiar-te todos os dias da minha vida. Peço-te desculpa não conseguir escrever-te mais, tenho a cara inundada de lágrimas, pelo menos elas lembram-me do quão real eras.
    AMO-TE INCONDICIONALMENTE...

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