E agora depois deste tempo, apareces e vens falar-me de amor e de maturidade, vens pedir-me que te oiça e entenda, pedes-me que me coloque no teu lugar e veja o mesmo que tu viste? Sempre pediste tudo aquilo que eu já te havia dado tarde demais, mesmo assim dei-te uma oportunidade de seres sincero comigo. Agora não fales de amor comigo porque fiz tudo o que podia para te ver feliz, não fales de maturidade quando foi essa tua maturidade irresponsável que destruiu tudo o que eu construi.
Alguma vez paraste para olhar para o que tu me fizeste, não foi justo, tiraste-me a alegria e tudo aquilo em que eu acreditava, e nunca quiseste saber, fui crescendo depressa demais para poder lutar por ti.
Sabes o que é colocares música e não a conseguires ouvir, estar calor e não o conseguires sentir, estares sozinho sem sequer reparares? Eu senti-me nula em sentimentos, deixei de me importar com todos e principalmente comigo, mas mesmo assim estive ao teu lado, fui buscar-te ás sargetas e suportei esse teu cheiro a vodka barata, agarrei-te com todas as minhas forças porque não estava disposta a ver-te desaparecer, e ao final do dia tudo o que tinhas para me dar, para me dizer eram mentiras. Eu sempre soube que me mentias, sabia exactamente quando e o fazias, mas acolhi-te sempre nos meus braços e dei-te inumeras possibilidades de seres honesto. O que realmente cansa, o que realmente desgasta uma pessoa, foi exactamente tudo o que me fizeste, não foram as mentiras, muito menos os erros em si, foi a tua persistência em nunca te preocupares.
Não te acuso de nada, porque se falhou, falhou por parte dos dois e disso eu tenho a mais plena consciência, mas eu sei que nunca, nunca estive em falta contigo, nunca viste o teu mundo desabar sem que eu não estivesse lá, nunca ficaste sem chão sem que eu te emprestasse um pouco do meu, nunca tiveste de chorar sozinho, nunca precisaste de falar para que eu te consiguisse entender. E tu? Tu também tiveste as tuas coisas boas, também me apoiaste, mas também destruíste, e foste capaz de me mentir durante tanto tempo, aos meus olhos, sem nunca sequer teres evitado uma única vez.
É aí que é possivel distinguir-nos é aí que começa a minha maturidade e acaba a tua, é aí que se vê quem sabe amar e ama, e não quem quer amar e não ama.
Por isso não venhas falar comigo como se nada disto tivesse acontecido, não venhas dirigir-me essas tuas palavras cheias de nada, não me venhas ensinar aquilo que tu jamais vais aprender, e nunca mais fales da minha vida, da qual tu já não fazes parte. O conselho mais sábio que te posso dar é que saibas longe bem longe de mim valorizar o que perdeste e assim conservarás o pouco respeito que ainda existe entre nós os dois, ainda conservarás recordações.
Só não me peças para entender, aliás não me peças nada por favor...
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