sábado, 14 de abril de 2012

   Passe o tempo que passar eu vou sempre escrever para ti, vou continuar a ver-te e a sentir-te sem que realmente estejas. E irei sempre chorar as saudades que nunca mais irão deixar de ser saudades. Ultimamente tenho tido imensas recordações nossas, tenho-te ouvido tanto que muitas vezes ainda acredito que não te foste embora, que não me deixaste.
  Preciso muito de ti, preciso que venhas e me acolhas nem que por minutos, preciso que as tuas mãos grandes e ásperas me segurem as lágrimas, e me abracem o corpo inseguro. Sinto tanto a tua falta, tenho noção, agora tenho noção que as coisas são mesmo assim, mas acho que nunca iria estar preparada para te perder, irei sempre precisar de ti, irei sempre procurar-te para que me dês colo, ainda que no final apenas encontro silêncio e ausência.  Este buraco, não vai fechar, sabias que doi muito não te ter aqui avô. Os teus cantos e recantos estão intactos para que eu possa sentir-te, cheirar-te, para que no meio de toda esta confusão que é a vida eu sinta a tua calma.
  Cada pedaço do que era, e ainda é teu, relembram-me porque gostava tanto de ti, mesmo sem muitas vezes o dizer. Nunca te disse muito eu sei, e lamento profundamente. Porém o meu amor por ti não terá fim.

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