O amor não morre, ele cansa-se muitas
vezes, refugia-se em algum recanto da alma tentando esconder-se do tédio que
mata os relacionamentos. Não é preciso confundir fadiga com desamor. O amor
ama, e quem ama, ama sempre. O que desaparece é a musicalidade do sentimento. A
causa?
O quotidiano, o fazer as mesmas coisas, o
fato de não haver mistérios, de não haver mais como surpreender o outro. São as
mesmices: os mesmos carinhos, as mesmas palavras, as mesmas horas. O outro já o
espera, já o sabe e já o conhece. Falta assim a magia do inesperado, o facto de
não se ter mais nada a conquistar mostra o fim do caminho.
Todos queremos redescobrirmo-nos vivos,
reencontrar paixão, o susto do coração a bater apressado diante de alguém, o
sono perdido em sonhos intermináveis e desejos infindos. Não é possível uma
vida sem amor, ou com o amor adormecido. Não permita que o amor durma enquanto
está ainda acordado.
Reconquista, acredita, reconquistar é uma
tarefa muito mais árdua do que conquistar, pois vai exigir um esforço muito
maior. Mas sabes? Vale a pena, vale muito a pena.
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