sábado, 14 de abril de 2012

Fizeste parte de muitos dos meus dias, das minhas noites, não adormecia sem ter a certeza de que estavas bem. Foste e para mim ainda és aquela amiga, aquela presença que fez de mim alguém muito melhor.
  Lamento profundamente, e escorrem-me lágrimas por cada vez que me recordo que os nossos sonhos ficaram presos num tempo, num lugar e naquele dia, que desde que me lembro, vagueia-me na memória uma cor escura. Não me recordo de nada, sei que o meu corpo mesmo que inquieto, parou, não sentia nada nem ninguém, apenas a tua ausência.
  Foi realmente um desespero, tive que aprender a viver sem ti, porque não me lembrava de um único dia sem ti. Foi cedo demais para alguém como tu, e hoje todos os dias penso em ti, todos os meus dias são teus, a dor não desapareceu e não diminuiu, muito menos se tornou suportável, aprendi a camuflar a tua ausência em mim. Hoje também a minha revolta passou, mas deu lugar a uma saudade descomunal, nos intervalos dos segundos eu sei que parte de mim tem imensas coisas que te quer falar.
  Por isso escrevo, escrevo porque onde quer que estejas, seja qual for a tua forma e seja lá o que existe depois do fim, mentalizei-me e quero acreditar que ainda me ouves e ainda me lês.

Com Amor minha querida e eterna Inês G.


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