sábado, 14 de abril de 2012

  Por mais absurdo que possa parecer não tenho em ti qualquer tipo de ódio. Disseste-me que sempre procuraste algo que fosse ainda mais especial, que te transmitisse algo mais. E eu entendo essa tua louca vontade de tentares encontrar algo que sempre tiveste, que nunca te abandonou um único minuto, que sempre esteve presente.
  Eu sei o que procuras agora, procuras as respostas sejam elas quais forem, qualquer uma desde que te justifiquem o vazio e a perda que tu mesmo provocaste. Foste reparando, todos os dias, que do outro lado nada ficou parado no tempo, que não restou nenhum vazio que te pertença, que nenhum choro tem o teu nome, nem tão pouco os sorrisos e esperas que da minha boca eu te diga que te odeio, para que a tua dor amenize, para que tu possas perdoar-te de tudo o que fizeste.
  Não suportas que ele esteja comigo, que ele me faça feliz, e eu, eu entendo é o fracasso das tuas atitudes a percorrer cada particula de ti, e doi tanto como se tudo fosse deixar de funcionar. Eu sei demasiado bem, mas ainda assim não te odeio, por isso não vou amenizar a tua culpa, vais ter de viver com as consequências da tua realidade.


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